O Turismo com viabilidade sócio-ambiental

Será o “Turismo” esse grande câncer que consome “destinos” e destrói “lugares”? Será que não aprendemos a identificarmos o que faz do “Turismo” um evento gerador de possibilidades e o que faz dele um propulsor de desigualdades? A principio, não é uma questão fácil, um grau a mais de intensidade pode dar um nó na estrutura turística de uma “região”.

Pensar o “Turismo” como uma ferramenta capaz de promover uma melhora na qualidade de vida dos cidadãos da “região”, sobretudo, quando essa se comporta de maneira receptora, não é algo simples e fácil. Se projetar na cadeia produtiva, por completo, do “Turismo”, é se colocar a desalinhava um carretel que há muito tempo vem sendo misturado. No entanto, fazer um recorte de um elo desta cadeia e se por pensá-la, estudá-la, refletir e escrever sobre as relações envolvendo “turistas” e “comerciantes”, próximos a um monumento turístico visitado, por um fluxo viável a manutenção de lojas a varejo, as chamas “lojinhas de souvenir”, as famosa “lojinhas de lembrancinhas” é algo relevante. Talvez por que, envolve diretamente a vida da comunidade, ou seja, a nossa “base comunitária”. Pois é no cotidiano das famílias, que dá venda a varejo, sobrevivem no “pé” do Convento da Penha, onde realmente o “Turismo” do Espírito Santo se reverte em vidas.

Não nos disponibilizamos a fazer do nosso trabalho, um ativo de impacto negativo e promovedor de uma “região” puramente explorada. Espera-se debruçar sobre o “Turismo”, em suas múltiplas possibilidades e dele retirar apenas o mais belo fruto, de uma árvore vindoura. Sendo que para isso, é preciso efetivar a “sustentabilidade”. Efetivá-la no cotidiano, estudá-la na sua amplitude e colocá-la em prática quando, por exemplo, a política publica é ativada em uma área.

A cadeia produtiva do “Turismo” precisar ser articulada. Não unicamente na busca por agregar serviços. Ela precisa se articular para cuidar de vidas. Para possibilitar que aquela pessoa, a qual faz da venda de “camisetas”, “artesanatos” e outros itens aos turistas que visitaram o Convento da Penha, atue como “sujeito” do processo. Essa pessoa, quando produtora de um pensamento critico, e engajado aos desafios da sociedade moderna terá suas ações voltadas não para o “explorar até exaurir”, mas sim, “atuar sem destruir”, e isso verdadeiramente está ocorrendo. Talvez fruto da elevação no graua de instrução das pessoas que estão se dispondo a atuar no e para o “Turismo”. Cada ano, novos turismólogos entram em cena, assim como, também novos Guias de Turismos, novos Agentes de Viagens e daí por diante.

Contudo, dosar o remédio é acompanhar em “loccu”, ou seja, sempre está no “lugar”, indo lá observando, descrevendo e fotografando, na busca por moldar os acontecimentos que envolvem a “comunidade” e o fluxo turístico de uma “região”. Visto que esses precisam da intermediação das entidades e instituições que formam o “Turismo”.

Portanto, sempre que possível, caro capixaba, “turiste” por sua cidade. Visite os “pontos turísticos” e busque relacionar o está sendo feito pelas entidades e instituições do nosso Estado. Porque, fazer uma observação no próprio “lugar” reativa os ânimos, nos coloca em contato com as nossas belezas e nos aproxima ainda mais um dos outros.

Assim sendo, é necessário saber “ler” quais são as possibilidades do “Turismo” e se de fato ele representa está tão “sonhada” evolução social com preservação ambiental. Pensar, estudar e atuar em prol do “Turismo” é acima de tudo propor a sempre está com a visão voltada para o “futuro”, tendo em outros “destinos” a possibilidade de aprendizado, para que em nossas “regiões” os fenômenos negativos não se projetem no espaço, nas nossas cidades, que ainda estão por se consolidarem na grande cirando do “Turismo” nacional e internacional.

Texto enviado pelo internauta: Hélio Queiroz Alves – Geógrafo, Jornalista e Guia de Turismo atuante no Espírito Santo.

Palavras-chave: ,

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*