Os Capixabas – Parte I

Índios Botocudos

Índios Botocudos

“Botocudos foi uma denominação genérica dada pelos colonizadores portugueses a diferentes grupos indígenas pertencentes ao tronco macro-jê (grupo não tupi), de diversas filiações linguísticas e regiões geográficas, cujos indivíduos, em sua maioria, usavam botoques labiais e auriculares. Também chamados aimorés, eram numerosos na época das primeiras incursões do homem branco, distribuindo-se pelo sul da Bahia e região do vale do rio Doce, incluindo o norte do Espírito Santo e Minas Gerais. Ainda há grupos remanescentes, nas bacias dos Rios Mucuri e Pardo.” (Wikipedia)

A palavra Botocudo deriva do uso de botoques pelos membros da tribo. As orelhas e os lábios são deformados pelos botoques, discos brancos feitos, em geral, de madeira leveda barriguda (Bombax ventricosa) secados ao fogo, de tamanho variado, chegando até a 12 cm.

A ornamentação corporal era largamente usada, não havendo distinção entre homens e mulheres. O chefe tinha como distintivo penas de aves pesas à cabeça e outras partes do corpo. O rosto era pintado de vermelho vivo, com uma linha negra sobre o nariz, de orelha a orelha. Habitavam as costas brasileiras entre as latitudes sul de 13⁰a 23⁰ (foram confinados entre as latitudes 15⁰ a 20⁰).

Enquanto em outras partes do Brasil os índios eram escravizados e “empurrados” para o interior, no Espírito Santo, os botocudos não permitiam que o branco se afastasse muito do litoral. “Os chamados botocudos eram considerados muito agressivos e sofreram perseguição implacável pelo homem branco, desde a sua chegada, no século XVI, até o início do século XX. ”

Fonte: Wikipedia


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